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AFASTAMENTO: Diretor revela detalhes de intervenção em presídio de Chapecó

Chapecó – O diretor do Complexo Penitenciário de Chapecó, Luiz Carlos Preuss, afastado por 60 dias das atividades após denúncias de supostos excessos durante uma ação de restabelecimento de ordem no Presídio de Chapecó rompeu o silêncio e falou com o jornalismo da Atual FM/Concórdia. A “intervenção” ocorreu no dia 7 de janeiro por volta das 23h30, após os detentos chutarem as portas da unidade prisional. A Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania fará uma investigação detalhada sobre o caso após a divulgação de imagens internas no momento da intervenção.

“Não houve nenhum exagero. O procedimento foi certo e necessário para colocar ordem”, enfatiza.

Preuss afirma que ficou surpreso com as imagens que vazaram de dentro da unidade prisional e garante que nenhuma ação foi exagerada, conforme a alegação de alguns detentos e familiares.
“Não escondemos nada de ninguém”, pontua. Preuss conta que a intervenção ocorreu em um local onde estão pelo menos 200 detentos. Em algumas celas foi preciso usar a força moderada para retirar os detentos que insistiam em não sair e seguir para o pátio da unidade.
A ação foi comunicada ao Departamento de Administração Prisional, inclusive um médico foi chamado para fazer exame de corpo de delito nos detentos. Muitos diziam que precisavam de atendimento, tanto que um boletim de ocorrência foi registrado relatando a intervenção visando acabar com a “bagunça” generalizada.
Fiscalização e rigor
Luiz Carlos Preuss é considerado um servidor exemplar e por seis anos atuou em Concórdia, junto ao Presídio Regional. Durante passagem pela capital do trabalho conseguiu prender uma mulher que tentou pagar propina visando transferir um detento para Concórdia. Ele gravou um vídeo mostrando o momento em que ela repassava o valor. No ato, ela recebeu voz de prisão.
Além disso, Preuss também foi determinante para esclarecer o assassinato de um jovem. Através dele, foi possível localizar o corpo da vítima e condenar os envolvidos no crime.
Em Chapecó, as estatísticas também surpreendem. Preuss afirma que conseguiu recolher em seis meses de trabalho mais de mil celulares que estavam dentro da unidade ou entrando pelas mãos de familiares dos detentos.
Um agente foi exonerado por supostamente negociar a fuga de um detento e facilitar a entrada de celular na unidade prisional. Outro agente também foi afastado e responde processo disciplinar por entregar celular a um detento em Chapecó.
Um agente prisional também foi preso ao ser flagrado com 1 quilo de maconha, três celulares e três carregadores.

“Estamos trabalhando com convicção de que estamos fazendo o certo e o justo. Queremos os agentes prisionais valorizados e os presos disciplinados”, garante.

Um abaixo-assinado está sendo feito pelos servidores do sistema demonstrando a “insatisfação” pelo afastamento do diretor Luiz Carlos Preuss.
O diretor afastado revela também que após assumir as atividades determinou que os veículos que entrassem na unidade fossem vistoriados/revistados não agradando muitos profissionais, principalmente advogados.
Custo do celular no Presídio
“Quando assumi a penitenciária os presos pagavam R$ 600,00 por um celular. Após fechar a entrada de todas as maneiras possíveis hoje os presos pagam de R$ 2.500,00 a 3.000,00 por aparelho”, revela. Preuss garante muito mais é preciso ser feito para melhorar a segurança, mas os primeiros passos foram dados.
O vídeo abaixo mostra a parte interna do Presídio enquanto detentos chutam as portas.
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