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Área Azul: Vereador volta a defender que entidades assumam a gestão do estacionamento rotativo

Concórdia – O vereador Closmar Zagonel (MDB) defendeu mais uma vez na tribuna a indicação que sugere à administração municipal de Concórdia analisar a possibilidade de conceder a gestão dos trabalhos do estacionamento rotativo para entidades do município. Zagonel citou como exemplo a cidade de Rio do Sul, no Vale do Itajaí, onde o sistema já é operado desta maneira.
Conforme o emedebista, entidades como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Sociedade Concordiense Auxílio Fraterno (Scaf), ConAnimal e até mesmo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) poderiam ter interesse no serviço, desde que um molde dentro da legalidade pudesse ser criado. “Lá em Rio do Sul a Área Azul está sob o comando da Apae com o apoio de mais três entidades, há 19 anos, e funciona muito bem. Sugiro que pelo menos a diretoria de Trânsito da Prefeitura possa conhecer o trabalho naquele município”, comentou Zagonel.
Ainda dentro do exemplo de Rio do Sul, naquela localidade a divisão dos valores envolve, além da Apae (70%), as entidades filantrópicas Clube das Mães – Lar da Menina, Conferência São Vicente de Paulo, Associação Renal Vida, que recebem do bolo da arrecadação um valor de 10% cada uma.
Zagonel lembrou que há um ano, na solenidade em homenagem às mulheres na Câmara, aproveitou a presença da secretaria municipal de Administração, Neiva Piolla, para entregar a sugestão em mãos e reforçar o convite para a visita em Rio do Sul.
“Lá é bem transparente a aplicação dos recursos recolhidos e repassados às entidades. Poderia resolver o problema das entidades e também da área azul, porque não é para dar lucro, mas funcionar”, disse ao lembrar que lá o sistema funciona há 19 anos e que, se implantado aqui precisaria de um tempo de adaptação.
SERVIÇO SUSPENSO
O debate em torno do serviço de Área Azul é antigo em Concórdia. Várias empresas já passaram pela gestão da operação. A última, Merlos Junior, paralisou os serviços na semana passada e acumula dívida de quase R$ 1 milhão com a prefeitura. Uma nova licitação deve ser encaminhada, mas o modelo ainda depende da aprovação do Tribunal de Contas.
O assunto também rendeu polêmica no primeiro bloco de sessões do ano na Câmara de Vereadores, onde situação e oposição apresentaram as opiniões distintas sobre o serviço. (Ascom Câmara de Vereadores) 

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