Concórdia – Uma carta assinada pelo presidente do MDB em Santa Catarina, Carlos Chiodini, tem circulado entre lideranças e filiados e revela um momento de “tensão” interna na sigla.
No documento, Chiodini faz um resgate de sua trajetória no partido e afirma que o MDB vive um período de enfraquecimento político, após resultados eleitorais recentes que reduziram a presença da sigla nas principais esferas de poder. Ele destaca que o partido ficou fora do segundo turno nas eleições estaduais de 2018 e 2022, o que impactou diretamente na representatividade.
Segundo o presidente, o partido não deve aceitar papel de coadjuvante nem decisões baseadas em interesses pontuais.
Chiodini defende a retomada de um projeto próprio, com fortalecimento das lideranças e foco na disputa majoritária, além de alertar para o risco de fragmentação interna e perda de relevância política.
O texto ainda faz um chamado aos filiados para que o partido reaja e retome seu espaço histórico em Santa Catarina, reforçando que o MDB precisa voltar a ter protagonismo nas decisões e nas eleições futuras.
O documento foi compartilhado após os últimos desdobramentos políticos, sobretudo as reuniões que estão ocorrendo envolvendo as lideranças de Santa Catarina. Nas últimas horas políticos se reuniram com o governador Jorginho Mello. Outro grupo está apoiando do ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo do estado, João Rodrigues.
Nesse sentido, as lideranças do MDB estão divididas.
“Precisamos reagir. O MDB tem tamanho, história, capilaridade e liderança para disputar a majoritária. Vamos respeitar os diretórios municipais que decidiram estar em um projeto de verdade, que votaram a favor de compor a chapa com PSD e União Progressista. Aos líderes partidários que promoveram o episódio de ontem, deixo um alerta: se não enfrentarmos esta batalha hoje, em dois, quatro, seis anos, não teremos nada para disputar”, destaca Chiodini.




