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Chapecó identifica em moradores a presença de três variantes da Covid-19

Chapecó – Na última semana, o CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde) informou a Vigilância Epidemiológica que constatou a presença de três variantes da Covid-19 em moradores de Chapecó.
De acordo com nota técnica emitida nesta quinta-feira (15) pelo CIEVS de Chapecó, a presença das variantes brasileiras da Sars-CoV-2 no município foi confirmada após o resultado de exames de sequenciamento genético de 12 pacientes da cidade.
Foram identificadas as variantes: P1 (encontrada de Manaus) e P2 (descoberta no Rio de Janeiro) e a N9. Dos casos, três são importados e nove são autóctones. “Quando se trata de casos autóctones, temos um indicativo de circulação comunitária”, diz a nota.
A CIEVS acrescentou na nota que tomou vários encaminhamentos após a confirmação, como por exemplo, deu início a investigação epidemiológica para identificar possíveis contatos entre os pacientes investigados e o início da transmissão das variantes.
A Prefeitura de Chapecó informou que o prefeito João Rodrigues (PSD) deve se manifestar oficialmente no começo da noite desta quinta-feira.
O gerente de Vigilância em Saúde, Rodrigo Momoli, disse que essas variantes já circulam na cidade desde o início do ano, o que pode responder ao aumento de contaminados.
Momoli acredita que elas foram trazidas ao município por moradores que estavam de férias, principalmente no Nordeste. “Possivelmente essas pessoas contaminadas infectaram outros munícipes e aí temos os nossos casos autóctones”, explicou.
Variantes
Em março, a Secretaria de Estado da Saúde informou que havia identificado em Santa Catarina mais sete casos da Variante de Preocupação (VOC) P.1 do SARS-CoV2, conhecida como a variante brasileira. Dois pacientes eram de Chapecó.
Variantes são novas versões do agente biológico original, que ao longo do tempo sofreu mutações devido a grande circulação entre as pessoas. Cientistas explicam que esse tipo de modificação já era esperada, pois a Covid-19 é um vírus com alto potencial de mutação.
O problema é quando as novas versões são mais perigosas que a original. Após o surgimento dessas mutações, o número de óbitos cresceu 71%. Só na última semana foram registradas mais de 12 mil mortes por covid-19.
“Essa variante [P.1] tem uma transmissibilidade até 8 vezes maior que a cepa original, e tem gerado uma doença mais grave, principalmente em jovens, que antes eram pouco comprometidos”, explicou Marcos Boulos, epidemiologista e professor da faculdade de medicina da USP, ao Brasil de Fato.
“Isso sobrecarrega mais o sistema de saúde porque os jovens, por terem uma resistência maior, ficam mais tempo na UTI. Há uma disponibilidade de leitos menor também por causa disso.” (Por ND+)

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