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Covid-19: frigoríficos do Oeste de SC começam a se adequar à proteção de indígenas

Seara – Empresas frigoríficas da região estão procurando atender à recomendação conjunta do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) e providenciar o afastamento remunerado dos indígenas que trabalham nessas unidades. O isolamento se dá em função da pandemia do novo coronavírus, já que fazem parte do grupo de risco.
A recomendação foi enviada para as unidades dos frigoríficos Ecofrigo (grupo Bugio), JBS, Seara, GTB Foods e JMS (frigorífico de suínos), instaladas nos municípios de Abelardo Luz, Chapecó, Ipuaçu, Seara e Xaxim. A recomendação, expedida na semana passada, busca alcançar proteção semelhante à que foi estabelecida em recente Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo MPT, de abrangência nacional, com a Cooperativa Central Aurora Alimentos, que tem sede em Chapecó, onde tem 9 mil empregados.
A Seara Alimentos encaminhou na sexta-feira (29) resposta à recomendação, afirmando que desde quarta-feira (27) afastou todos os seus colaboradores indígenas. A Ecofrigo, do grupo Bugio, relatou que no total tem 144 indígenas trabalhando no frigorífico, nas funções de desossa, higienização e abate. De acordo com representantes da empresa, já foram afastados do trabalho 117 indígenas, enquanto os demais 27 aguardam substituição.
A Ecofrigo informou que está concedendo férias antecipadas e na sequência pretende suspender os contratos de trabalho por mais 60 dias. Os representantes do frigorífico assumiram o compromisso de, até a próxima sexta-feira (5), afastar 99% dos indígenas.

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