Segundo a Polícia Militar, a mulher contou que serviu comida para Vitória e, em seguida, preparou a refeição para a outra filha, que tem deficiência intelectual. Depois disso, afirmou não lembrar de mais nada. Quando percebeu a gravidade, chamou o marido, que estava na área da casa com a outra filha.
Na delegacia, a mãe repetiu que não sabe explicar o que aconteceu. Diante dessa versão, a Polícia Civil solicitou à Justiça a instauração de um incidente de insanidade mental, uma vez que o procedimento avalia a saúde psicológica do acusado.
O delegado relatou ainda que a tragédia abalou profundamente a família. O filho mais velho quebrou um espelho ao socá-lo, ferindo a mão. O pai, segundo o jovem, chegou a tentar se enforcar após a morte da filha.

De acordo com Ghiraldo, a mulher já havia recebido diagnóstico de depressão anos atrás, mas não buscou tratamento. “Não há qualquer relatório médico de que ela tenha sido atendida em estabelecimento hospitalar, nem faz uso de medicamentos”, acrescentou.
Dessa forma, para o delegado, a ausência de explicação reforça a gravidade do caso. Segundo ele, “na minha experiência policial, nunca passei por uma situação dessa, em que nós não encontramos a motivação para esse crime. Não há motivação. Portanto, só pode ser que ela não estava psicologicamente inteira naquele momento”, avaliou.
Além disso, a Polícia Civil indiciou a mãe por homicídio qualificado e pediu a conversão da prisão em preventiva. Por outro lado, o pai da criança ainda será ouvido durante as investigações. No entanto, o delegado ressaltou: “Mas eu não vejo, até o momento, qualquer convivência conflitosa entre o casal que pudesse indicar vingança, nem por parte dele e nem por parte dela”, finalizou.

A mãe assassinou Vitória Borba Felisberto, de apenas 2 anos e 9 meses, na manhã de quinta-feira (11), em Balneário Gaivota, no Sul de Santa Catarina. A criança levou golpes de faca no pescoço e morreu ainda no local. A mãe, de 42 anos, foi presa em flagrante.