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Embolização! Saiba tudo sobre a nova técnica para tratar miomas uterinos

A embolização de miomas uterinos é uma técnica utilizada para tratar a miomatose uterina, que causam vários incômodos como sangramento e dor pélvica. Nesse novo procedimento, os miomas são tratados, mas sem a necessidade da retirada do útero, permitindo que a mulher possa engravidar futuramente.

“Os miomas uterinos são tumores benignos mais frequentemente encontrados em mulheres no seu período reprodutivo, acima dos 30 anos de idade. Tipicamente, ocorrem até a menopausa”, explica Doutor Luís Gustavo Carpi.

Entre as mulheres que têm miomas, apenas uma pequena parcela irá desenvolver sintomas como menorragia (sangramento), cólicas, dor pélvica, peso no baixo ventre e aumento da frequência urinária. Dependendo do tamanho e localização, o mioma poderá dificultar a gravidez. As melhores opções de tratamento são hormonal, miomectomia (embolização) e histerectomia (retirada do útero).
Qual a vantagem da embolização uterina?
Assim, a embolização dos miomas uterinos vem para somar como mais um procedimento terapêutico, indicado para aquelas mulheres que não tiveram sucesso nos tratamentos citados acima, não podem recorrer a histerectomia devido ao alto risco cirúrgico ou para quem ainda deseja passar por uma gestação. A embolização dos miomas uterinos é uma técnica realizada com uma punção em artérias da região femoral (virilha), onde é introduzido um cateter até as artérias uterinas.

“São liberadas micropartículas que irão impactar nas artérias que nutrem os miomas, levando então à sua isquemia e consequentemente sua fibrose. A redução esperada do tamanho dos miomas é da ordem de 50-60%”, completa o especialista.

Já no dia seguinte do procedimento, a paciente recebe alta e a melhora dos sintomas já pode ser percebida entre duas ou três semanas.

“Recentemente, tivemos a ótima notícia de uma de nossas pacientes que foi tratada e não conseguia engravidar antes do tratamento, e que teve sucesso na gestação.”, explica o médico Dr. Luís Gustavo Carpi.

Um dos 20 casos curados pelo Hospital é o de Joselia da Silva. Ela diz que soube do tratamento graças ao ginecologista.

“A cirurgia é ótima. Antes eu tinha uma dor tremenda no útero, ficava menstruada entre 15 a 20 dias. Por causa disso, tinha anemia profunda”, garante.

A melhor notícia chegou dois anos depois, quando ela e o marido conseguiram realizar o sonho de serem pais.

“Melhorou em mais de 99% a minha vida, pois não sinto dor e a minha menstruação é regulada. Qualidade de vida é outra coisa”, completa.

Assim como Joselia, essa é uma chance para que você e outras mulheres possam gestar e aumentar a família.

 
Fonte: Pais e Filhos

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