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Falta de "luz" provoca morte de milhares de frangos no interior de Arabutã

Concórdia – Um produtor de aves de Lajeado Quirino, interior de Arabutã, registrou a morte de quase dois mil frangos em sua propriedade na tarde da segunda-feira, dia 25, devido a falta de energia elétrica. O avicultor Altacir Miorando afirma que devido a interrupção do fornecimento de luz por parte da Celesc o aviário superaqueceu provocando a mortandade. “Não tinha o que fazer”, revela o agricultor que lamentou o prejuízo.
A falta de energia elétrica por parte da Celesc ocorreu entre 15h e 17h. O aviário de 100 metros tinha alojado milhares de aves com uma média de 2,2 quilos cada. A previsão era de fazer a entrega à empresa integradora nos próximos dias. Parte dos animais ainda chegou a sobreviver, mas todos sofreram pelo aquecimento do ambiente e o desligamento dos equipamentos de refrigeração do aviário.

“Era uma agonia ver os frangos morrerem de calor. Alguns sofreram, mas conseguiram sobreviver”, revela.

De acordo com o agricultor, se faltasse mais 30 minutos de luz todos os frangos que estavam no aviário, aproximadamente 17 mil, iriam morrer devido ao calor intenso.
“Quem vai pagar o meu prejuízo?”, pergunta o produtor. Os animais foram retirados do aviário ainda no final da tarde desta segunda-feira, dia 25, e devem ser enterrados na propriedade. Técnicos da empresa integradora devem visitar a propriedade do avicultor no interior de Arabutã para também analisar a condições dos frangos. A previsão do avicultor Altacir Miorando é de pagar uma conta de R$ 1 mil de energia elétrica à Celesc e mesmo assim enfrenta problemas com a falta de luz.
“A gente não sabia o que fazer. Dava até uma agonia de ver os animais morrendo dentro do aviário”, reitera.
MPSC
Ainda em 2015, o promotor Edisson de Melo Menezes, instaurou inquérito civil para investigar os motivos das constantes quedas de energia elétrica em municípios do Vale da Produção. Ele afirma que está solicitou esclarecimentos à Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), já que a empresa é detentora da concessão de distribuição de energia nos município de Lindóia do Sul, Ipumirim e Arabutã.
Menezes justifica que as frequentes quedas de energia elétrica podem acarretar prejuízo aos consumidores locais. Nesse sentido, está buscando encaminhamento visando manter de forma regular o abastecimento.
Na região da Comarca de Ipumirim, os três municípios são essencialmente agrícolas e dependem da energia elétrica para manter as propriedades no interior. São produtores de aves, suínos e leite que dependem diretamente do abastecimento regular de energia elétrica.



 

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