Concórdia – O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (FETRANCESC), Dagnor Schneider, está em Brasília nesta terça-feira integrando uma comitiva que discutirá com o Governo Federal a proposta de concessão das rodovias federais do Oeste catarinense, especialmente a BR-282 e a BR-153.
A entidade é favorável à concessão das rodovias por entender que o modelo pode acelerar investimentos e melhorar a infraestrutura de transporte no Estado. No entanto, a FETRANCESC defende mudanças nos projetos apresentados para garantir que as obras atendam às necessidades atuais e futuras da região.
Uma das principais preocupações está relacionada à falta de previsão de investimentos considerados estratégicos para Concórdia, como a construção das vias marginais na região da Vila Jacob Biezus e um novo trevo de acesso à cidade pela Rua Tancredo Neves. As demandas são apontadas como fundamentais para melhorar a segurança em um dos principais corredores logísticos do Oeste.
Segundo Schneider, Santa Catarina possui a sexta maior frota de veículos do país, com cerca de 6,7 milhões de unidades, além da quinta maior frota de veículos pesados, com aproximadamente 264 mil caminhões. Mesmo com essa intensa movimentação, o Estado ainda enfrenta limitações em sua malha rodoviária e altos índices de congestionamento e acidentes.
A federação também critica o fato de os atuais projetos priorizarem terceiras faixas e preverem obras mais robustas apenas entre o sétimo e o oitavo ano da concessão. Para a entidade, é necessário ampliar os investimentos em infraestrutura desde os primeiros anos do contrato, aproveitando inclusive estudos já realizados pelo DNIT.
Outro ponto considerado prioritário é a busca por uma solução definitiva para o Trevão do Irani, um dos principais entroncamentos rodoviários do Oeste catarinense. A FETRANCESC defende que a concessão seja acompanhada de investimentos federais complementares, garantindo a execução antecipada de obras e a ampliação da capacidade das rodovias para acompanhar o crescimento econômico de Santa Catarina.
A reunião em Brasília deverá reunir representantes do setor produtivo, lideranças políticas e integrantes do Governo Federal para discutir ajustes na modelagem das futuras concessões.




