O suíço-italiano Gianni Infantino, de 49 anos, foi reeleito hoje presidente da Fifa. Seu novo mandato vai até 2023. Ele ainda pode tentar mais duas reeleições, o que o deixaria no poder até 2031. Com a mudança do estatuto da entidade, quando não houver concorrentes, o único candidato é eleito por uma salva de palmas. O Congresso da Fifa que o reelegeu ocorreu em Paris, cidade onde a entidade foi fundada em 1904, às vésperas da Copa do Mundo Feminina. O próximo congresso anual será em Adis Abeba, Etiópia.
Nos últimos três anos, Infantino impôs um ritmo intenso de mudanças no futebol mundial, dentro e fora do campo. Sua reeleição sem concorrentes é avaliada como uma demonstração de poder e um indicativo que ele terá ainda mais respaldo para aprovar seus planos.
Não houve uma votação, portanto nunca se saberá exatamente quantos dos 211 votos possíveis Infantino teria. Uma mudança nas regras estabeleceu que, quando o candidato não tiver opositor, basta uma salva de palmas para consagrá-lo vencedor. Simbólico: a sugestão foi do xeque Salman Ibrahim Al-Khalifa, do Bahrein, derrotado por Infantino na eleição de 2016.
Ao agradecer os aplausos que significaram sua releição, Infantino chorou.
— Hoje, eu amo todo mundo.
