Concórdia – A Justiça condenou a mãe e o padrasto da bebê Vitória Sophia Bazzi da Costa, de apenas 8 meses, pelo crime de maus-tratos seguido de morte. O caso, que causou forte comoção em Santa Catarina, foi investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, sob responsabilidade da delegada Fernanda Gehlen da Silva.

A mãe da criança foi condenada a 20 anos, dois meses e 19 dias de prisão em regime inicial fechado. Já o padrasto recebeu pena de 17 anos, sete meses e 16 dias de reclusão, também em regime fechado.

Além da morte da bebê, o casal ainda foi condenado pelos maus-tratos praticados contra outra criança da família, de 3 anos. Ambos seguem presos preventivamente desde agosto de 2025, e a decisão ainda cabe recurso.

As investigações começaram na madrugada do dia 20 de agosto de 2025, quando a mãe levou a bebê até a UPA 24h de Herval d’Oeste alegando que a filha apresentava febre e dificuldades respiratórias. Devido à gravidade do quadro, Vitória Sophia foi transferida para o Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba.

No hospital, exames apontaram lesões graves, incluindo fraturas no braço, no fêmur e nas costelas, além de uma lesão pulmonar. A bebê precisou passar por cirurgia de emergência e foi internada na UTI, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.

O laudo da Polícia Científica confirmou que as lesões foram causadas por agressões sucessivas. Os peritos identificaram fraturas em diferentes estágios de cicatrização, indicando que a criança vinha sofrendo violência contínua ao longo do tempo.

Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Polícia Civil de Santa Catarina solicitou a prisão preventiva do casal. O padrasto foi preso em Herval d’Oeste e a mãe localizada e detida em Campos Novos.