Concórdia – O Centro de Concórdia teve mobilização no fim de semana após a morte do cachorro Orelha, caso de repercussão nacional e internacional registrado no Litoral de Santa Catarina. Entidades e voluntários da causa animal se reuniram no Calçadão para prestar homenagem e, principalmente, chamar a atenção para os maus-tratos e a realidade enfrentada diariamente por protetores e ONGs.

As organizações levaram cartazes e mensagens de conscientização e reforçaram que o ato não tratou apenas de um caso específico.

Para os participantes, Orelha virou símbolo. Ele passou a representar animais que sofrem em silêncio: cães e gatos abandonados, vítimas de violência, expostos ao frio, à fome e a situações inadequadas. As entidades também destacaram que muitas defensoras atuam de forma voluntária, com poucos recursos e pouca valorização, para retirar animais das ruas e de condições de maus-tratos.

Eles cobraram justiça e defenderam punição para quem comete crueldade. “Nós não fomos às ruas só pelo Orelha. Nós fomos porque ele representa milhares de animais que sofreram em silêncio”, resumiram participantes. As ONGs reforçaram que, enquanto houver maus-tratos, a mobilização continua e a causa animal não vai se calar.

A morte do cão Orelha completa um mês e o caso que chamou a atenção do país para os casos de maus-tratos a animais, segue sendo investigado com o principal objetivo de descobrir quem e como o cachorro comunitário foi morto na Praia Brava, região nobre de Florianópolis.

Orelha foi encontrado agonizando e não resistiu aos ferimentos. A investigação aponta que ele foi vítima de agressão, e a polícia apura o envolvimento de adolescentes.

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