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MP do Paraná nega pedido de liberdade provisória de empresário concordiense que se envolveu em confusão com morte

Paraná – O empresário concordiense Danir Garbossa teve negado pelo Ministério Púbico do Paraná, o pedido de liberdade provisória, sendo que a Justiça requisitou a sua prisão preventiva.
Ele é acusado de se recusar a colocar máscara de proteção, resultando na confusão e morte da funcionária de um supermercado em Araucária/PR, na Região Metropolitana de Curitiba, fato registrado na semana passada.
Danir Garbossa foi autuado por perturbação a organização de trabalho, duas lesões corporais e violação a determinação do poder público pra evitar doenças contagiosas.
Já o segurança do estabelecimento, Wilhan Soares, que foi preso em flagrante após atingir a mulher com um tiro, pagou fiança no valor de R$ 10 mil.
Segundo os depoimentos colhidos pela Polícia Civil, a confusão começou após Danir se recusar a usar uma máscara ao entrar no estabelecimento.
As máscaras passaram a ser obrigatórias por decreto municipal um dia depois do caso. Na data do ocorrido, havia uma recomendação do uso, segundo a Prefeitura de Araucária.
O segurança foi autuado em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo o delegado, a reação em legítima defesa foi desproporcional.
A defesa do vigilante ressaltou que houve legítima defesa por parte dele.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram que o cliente agrediu um funcionário do mercado e depois se envolveu em uma luta corporal com o segurança.
Danir e a funcionária foram atingidos por disparos durante a briga. Ela foi atingida no pescoço e morreu antes da chegada do socorro. O empresário foi atingido na costela de raspão e foi levado para o Hospital do Trabalhador. Após ser atendido, foi preso.
Investigação
Segundo o delegado Tiago Wladyka, o segurança afirmou ao ser detido que efetuou apenas um disparo, em legítima defesa, contra o empresário.
O delegado Tiago Wladyka afirmou que a polícia investiga a responsabilidade do empresário no disparo que acertou Sandra, e que ele pode ser indicado por homicídio ao final do inquérito.
O que diz a defesa da família da vítima
Em nota, o advogado de defesa da família da vítima, Igor José Ogar, afirma ser favorável à prisão preventiva do empresário.
“Lutaremos por justiça, para que o senhor Danir Garbossa seja denunciado pelo crime de homicídio, com dolo eventual, pois tinha plena consciência do que estava fazendo, prevendo o resultado morte”, diz trecho da nota.
Em relação ao vigilante, a defesa afirma que ele agiu “com certa imperícia” e que “deve responder pelo crime de homicídio culposo”.
“Buscaremos também a responsabilização no âmbito indenizatório, de quem teve parcela no desfecho desse traumático episódio”, afirma a defesa. (G1/Paraná)

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