O tarifaço de 50% sobre produtos importados, anunciado pelo presidente Donald Trump , deve atingir em cheio a economia do estado. Segundo estudo da FIESC, a região Serrana será a mais prejudicada devido à forte dependência do mercado americano e à baixa diversificação produtiva.
A análise projeta que setores como o madeireiro e o moveleiro podem levar a uma queda de até 0,53% no PIB da região, mesmo em cenários otimistas. Além disso, o impacto pode intensificar a estagnação econômica e estimular a migração populacional.
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Outras regiões também sentirão os reflexos do tarifaço, mas em menor escala. O Norte deve resistir melhor graças à força industrial de Joinville e Jaraguá do Sul, enquanto o Vale do Itajaí pode enfrentar perdas em municípios ligados à madeira e ao setor metalmecânico. Já o Oeste tende a ser afetado em áreas produtoras de madeira e na indústria de sucos de maçã.
Assim, no pior cenário, com queda de até 70% nas exportações, Santa Catarina poderia perder mais de 100 mil empregos em quatro anos. Além disso, mesmo uma redução de apenas 30% já causaria impactos significativos, incluindo recuo de R$ 1,2 bilhão no PIB, corte de 20 mil postos de trabalho e queda de R$ 171,9 milhões na arrecadação de ICMS.
