Brusque – O Tribunal do Júri condenou três homens a penas que somam mais de 100 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro, porte ilegal de arma de fogo e participação em organização criminosa. Um deles recebeu pena de 36 anos e seis meses, outro de 34 anos e quatro meses e o terceiro, que também respondeu por tráfico de drogas, 44 anos e cinco meses, além do pagamento de 535 dias-multa — cerca de R$ 237 mil. Os condenados iniciam o cumprimento imediato da pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal.
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O crime ocorreu em 9 de março, por volta das 22h. Na ocasião, os criminosos surpreenderam a vítima dentro de casa, no bairro Águas Claras. Armados, eles chegaram de carro, anunciaram que “filho de policial tinha que morrer” e a obrigaram a entrar no veículo. Em seguida, levaram o homem até Águas Negras, em Botuverá, onde o mantiveram em cárcere privado na casa de uma mulher até o dia seguinte.
Durante o sequestro, a esposa da vítima recebeu mensagens enviadas do celular do companheiro e, além disso, percebeu que o GPS indicava a localização dele na região. Pouco depois, em 11 de março, um dos acusados ligou para a mulher e afirmou que, em breve, revelaria onde poderiam encontrar o corpo. Logo em seguida, as investigações mostraram que os criminosos conduziram a vítima por uma trilha em área de mata e, consequentemente, a executaram com disparos de arma de fogo. No entanto, as autoridades só localizaram o corpo em 20 de abril, ou seja, 41 dias depois. Por fim, os laudos periciais apontaram fraturas no crânio e na mandíbula, bem como sinais claros de violência antes da execução.
