Seara – A Secretaria da Saúde de Seara atualizou os dados relacionados à dengue nesta manhã de segunda-feira, 21 de março.
O município chegou aos 385 casos da doença. Sete pessoas estão internadas, três delas em UTI. Há outros 128 exames aguardando resultado.
Seara também tem um caso confirmado de febre chikungunya.
O diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), João Fuck, explicou que o fato de Seara ser uma cidade considerada infestada pelo mosquito Aedes aegypti amplia as chances de que casos de dengue sejam registrados. Com a chegada de uma pessoa infectada, acontece a transmissão da doença.
Para tentar frear o avanço da epidemia, o Estado tem reforçado as ações no município através da Regional de Saúde. A aplicação de fumacês tem sido uma das alternativas. A prática é condenada por ambientalistas, já que o inseticida não mata apenas o mosquito. “O produto não é seletivo. Se for usado corretamente é inofensivo para o ser humano, mas pode atingir outros insetos”. Entre os animais afetados estão as colmeias de abelhas. “Por isso só utilizamos o expediente quando há transmissão da doença. Mas de nada adianta a aplicação do fumacê, que mata o mosquito adulto, se os criadouros não forem eliminados”, alertou Fuck.
Técnicos da DIVE do Estado estiveram nos municípios do Oeste. O próprio Fuck deverá visitar a região nesta semana. O objetivo é entender a realidade atual para poder planejar as ações. O diretor adiantou que no ano passado já era possível prever que havia o risco de um agravamento no quadro.
A pouca chuva e o calor intenso favoreceram a proliferação do inseto. A queda nas temperaturas com a chegada do Outono e do Inverno pode ser uma aliada das equipes de enfrentamento ao mosquito, mas João Fuck lembra que os ovos podem permanecer ativos por até um ano.
Belos FM/Folha Sete
