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Vereadores discutem sobre o bloqueio das verbas da educação e dificuldades do IFC de Concórdia

Concórdia – O bloqueio de recursos para as universidades e institutos federais brasileiros repercutiu na sessão da Câmara de Vereadores de Concórdia nas últimas horas. Uma moção foi aprovada por unanimidade e solicita o encaminhamento de nota de repúdio ao Governo Federal. O documento é assinado pelos vereadores Andre Rizelo e Margarete Poletto Dalla Costa, do PT, e também pelos emedebistas Closmar Zagonel e Marilane Fiametti Stuani.
Rizelo destacou na tribuna que o anúncio do bloqueio de 30% dos recursos às unidades federais pode trazer grandes perdas para a região e ao país, como um todo. Ele reitera que somente no Instituto Federal Catarinense (IFC), campus Concórdia, estão matriculados 1.562 estudantes, entre ensino médio, técnico, superior, pós-graduação e mestrado.

“Um trabalho realizado por 209 servidores efetivos e 54 terceirizados. Com esse corte, os recursos do IFC que estavam previstos em R$ 7.508.730,51 milhões passarão a ser de R$ 4.677.885,00 milhões, cortando também R$ 30 mil na questão dos investimentos”, frisa.

O vereador salienta ainda que o instituto oferece refeições, tem alunos internos , sendo que os estudantes do ensino médio não pagam pela alimentação.

“A nossa preocupação é muito grande com relação a esses cortes, já que vai acabar inviabilizando as atividades do instituto aqui no nosso município, sendo que somos reconhecidos em nível nacional tendo, por exemplo, o curso de Física como o melhor de Santa Catarina”, argumenta Rizelo. “Investir em educação é sempre importante e muitas pessoas que não possuem condições financeiras conseguem, através desses institutos, se capacitar e ingressar no mercado de trabalho”.

Também sobre o assunto, o vereador Evandro Pegoraro (PT) ressaltou a importância da educação e a preocupação diante dos cortes anunciados pelo governo. “É primordial e devemos sempre lutar para manter os investimentos públicos não só nas universidades, mas também em todas as esferas do ensino”, diz, completando:

“Acho importante que também a Câmara de Vereadores de Concórdia se manifeste sobre esse assunto, já que várias autoridades já fizeram apontamentos nesse sentido, para tentarmos a manutenção dos recursos e o aprimoramento dos investimentos”.

O vereador Claiton Casagrande (PR) disse que acompanha o assunto e as atividades ligadas ao IFC e, por isso, defende a manutenção da qualidade e da referencia no ensino.

“Há anos vem ocorrendo uma queda nos recursos e quero contribuir para que o nosso instituto continue ofertando os cursos e quem sabe até busque ampliação”.

SOBRE A MOÇÃO
O documento aprovado pelos vereadores de Concórdia deve ser encaminhado ao Ministro de Estado da Educação, Abraham Weintraub, e frisa que a rede federal inclui mais de 60 universidades e quase 40 institutos em todos os estados do Brasil. E considera “que o Instituto Federal Catarinense (IFC) sofreu bloqueios em sua dotação orçamentária anual, e, no caso do IFC, os bloqueios foram os seguintes: Capacitação: 30% de redução, resultando em um total de R$ 138.288,00; Custeio: 39% de redução, resultando em um total de R$ 18.027.046,00; Investimento: 30% de redução, resultando em um total de R$ 1.197.816,00”.
A moção de repúdio frisa ainda que “as universidades enfrentam sérias dificuldades financeiras; considerando que grande parte da estrutura física das universidades está deficitárias devido à falta de investimentos e repasse de verbas”.

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