Advogado pede que investigação da morte de Raunan Almeida seja da Polícia do RS

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Concórdia – O caso que investiga a morte do concordiense Raunan de Almeida poderá ganhar novos desdobramento nas próximas semanas. O advogado Jean Maicon Cruze protocolou um pedido na Justiça solicitando a transferência da investigação para a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, especificamente para o município de Marcelino Ramos, no Alto Uruguai Gaúcho.

A solicitação tem como objetivo buscar alternativas no andamento do inquérito, que atualmente segue sob responsabilidade da Polícia Civil, com uma ampla apuração em curso. Até o momento, pelo menos nove pessoas adultas foram presas e dois menores apreendidos por suposto envolvimento no crime. Entre os presos também está uma mulher.

Como parte das investigações, a polícia também realiza a quebra de sigilo telefônico dos envolvidos, com o objetivo de esclarecer a dinâmica do crime e identificar o grau de participação de cada suspeito.

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Além disso, não está descartada a possibilidade de que os investigados tenham ligação com outros crimes na região, especialmente relacionados ao tráfico de drogas, o que amplia ainda mais o alcance das apurações por parte da Polícia Civil.

Apesar do pedido da defesa, o inquérito segue em andamento, e novos desdobramentos devem ocorrer nos próximos dias, conforme o avanço das investigações e a análise da Justiça sobre a eventual mudança de competência para apurar o crime envolvendo o assassinato do jovem de Concórdia.

O corpo foi localizado no Rio Grande do Sul, às margens da BR-153. A suspeita é de que ele possa ter sido torturado em Concórdia e morto com disparos de arma de fogo e depois carbonizado. Por enquanto, a Justiça ainda não analisou o pedido para que a competência seja da polícia gaúcha, ao invés de Santa Catarina.