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Assalto a banco em Criciúma: PM baleado passa para inatividade por incapacidade física

Estado – A Polícia Militar informou que o soldado Jeferson Luiz Esmeraldino, baleado no ano passado durante o assalto a banco em Criciúma, no Sul catarinense, está acamado e foi reformado por incapacidade física. Com isso, ele continua como soldado e passa para a condição de inatividade na corporação.
A decisão foi publicada no Boletim Eletrônico da Polícia Militar (BEPM) no sábado (28) e poderá ser alterada caso o quadro clínico de Esmeraldino mude.
Segundo a 6ª Região da Polícia Militar, a empresa que presta atendimento médico domiciliar ao soldado fez uma punção para o tratamento de hidrocefalia (aumento de liquido no cérebro) e não detectou melhora cognitiva. Os detalhes do exame não foram divulgados.
Em nota, a PM afirmou que Esmeraldino é acompanhando por técnicos de enfermagem, realiza fisioterapia duas vezes ao dia, faz tratamento com fonoaudiólogo, além ne terapia ocupacional e é acompanhado por uma nutricionista.
“O paciente ganhou peso, segue acamado e está se recuperando de uma possível infecção respiratória, com em uso de antibiótico e com bom prognóstico”, informou a PM no sábado.
CRONOLOGIA:
Entenda como ataque aconteceu
O assalto ocorreu entre a noite de 30 de novembro e madrugada de 1º de dezembro. Aproximadamente 30 homens com armas de grosso calibre cercaram a área central da cidade, onde fica o banco, durante quase duas horas.
O soldado foi atingido na região do abdômen durante uma troca de tiros com criminosos envolvidos no assalto. A viatura onde o policial estava se deslocava para atender a ocorrência e encontrou um dos veículos dos criminosos no caminho.
Houve troca de tiros e ele foi atingido. Durante a recuperação, Esmeraldino fez cirurgias e passou mais de dois meses internado.
Investigações
Na quinta-feira (27), a Polícia Civil informou que investiga dois suspeitos de furtar do chão mais de R$ 2 milhões deixados por criminosos. As duas pessoas que teriam furtado o dinheiro do chão aparecem em imagens de câmeras de monitoramento na região.
Em fevereiro a Justiça autorizou 16 pedidos de prisão preventiva contra suspeitos de envolvimento no assalto. Esse grupo representa apenas uma parte da investigação sobre o roubo. Por enquanto, o único inquérito encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) envolve a ligação de organizações criminosas com o assalto.
O que se sabe do assalto:

  • Cerca de 30 pessoas encapuzadas assaltaram uma agência do Banco do Brasil no Centro de Criciúma às 23h50 de 30 de novembro. A ação durou 1 hora e 45 minutos.
  • Pessoas foram feitas reféns e cercadas por criminosos; houve bloqueios e barreiras para conter a chegada da polícia.
  • Um PM ficou ferido e precisou passar por cirurgias.
  • Criminosos fugiram, e parte do dinheiro ficou espalhada pelas ruas.
  • Quatro moradores foram detidos após recolherem R$ 810 mil que ficaram jogados no chão devido à explosão durante o assalto.
  • Criminosos também deixaram 30 quilos de explosivos para trás. Polícia não sabe o total utilizado.
  • 10 carros usados no assalto foram apreendidos em um milharal de uma propriedade privada em Nova Veneza, a noroeste de Criciúma.
  • A PM acredita, baseada em manchas de sangue encontradas nesses veículos, que pelo menos dois criminosos tenham se ferido.
  • Um galpão usado para a pintura desses veículos foi encontrado em 2 de dezembro. O local fica em Içara, cidade vizinha a Criciúma.
  • Em nota, o Banco do Brasil disse que funcionários não foram feridos e que não informa “valores subtraídos durante ataque às suas dependências”.
  • Os criminosos levaram cerca de R$ 125 milhões.
  • 13 pessoas suspeitas de envolvimento no assalto foram presas.
  • As autoridades de Santa Catarina afirmam que este foi o maior assalto da história do estado.

(G1/SC)

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