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O poder do colar de âmbar – Mito ou verdade?

Você já ouviu falar em colar de âmbar? Se não, ao menos já deve ter visto algum bebê com um colar de bolinhas amarelas no pescoço. Pois é! E ele não serve só para enfeitar. O acessório tem efeito analgésico e anti-inflamatório, e tem como objetivo aliviar as dores do pequeno quando os dentinhos começam a aparecer. Estes benefícios não são comprovados cientificamente, mas as mamães que já usaram garantem que o colar funciona mesmo.
Por causa dessa contradição, o acessório acabou se tornando polêmico, visto que é necessário colocar na balança seus riscos e os possíveis benefícios para a saúde do pequeno.
No entanto, para aqueles que acreditam que o colar de âmbar funciona, é preciso que ele seja verdadeiro. O Âmbar é uma resina natural que virou fóssil, encontrado na região dos Bálticos. Por isso, se a origem não for esta, significa que é um produto falsificado. Há no mercado muitos colares que são fabricados com copal ou plástico. 

Como o colar de âmbar atua
O funcionamento terapêutico do colar de âmbar é sustentado na ideia de que a substância presente na pedra, o ácido succínico, é liberada ao entrar em contato com a pele do bebê, sendo aquecida pelo corpo. Depois, é absorvida pelo organismo, resultando no alívio de dores como cólicas e desconforto causado pelo nascimento dos primeiros dentinhos.
Benefícios do acessório para o bebê
• Estimula o sistema imunológico;
• Reduz a inflamação (especialmente nas gengivas por causa da dentição);
• Acelera o processo de cura natural;
• Tem efeito calmante;
• Atua como um analgésico natural;
• Ajuda a tratar desconfortos relacionados a garganta, ouvidos e estômago, bem como febres e resfriados;

E agora: o colar de âmbar é seguro?
Para a maioria dos especialistas não vale a pena o risco. O acessório não é recomendado pela Associação Brasileira de Odontopediatria por não haver literatura científica que comprove seus benefícios. Já a agência reguladora americana FDA (Food and Drug Administration) chegou a divulgar uma nota de contraindicação do colar de âmbar, assim como produtos de madeira. Os motivos principais foram relatos de asfixia pelo colar durante o sono.
Realmente, este é o grande problema do uso: a asfixia. Por isso, alguns pais optam pela pulseira de âmbar. De qualquer maneira, tem possibilidade do pequeno levar o objeto à boca.
Os principais riscos associados ao uso do colar de âmbar são:
• Possibilidade de quebrar e o bebê acabar engolindo algumas pedras, bloqueando as vias aéreas e causando asfixia;
• Sufocamento se o colar for muito apertado no pescoço ou ficar enroscado em algum objeto como maçaneta, por exemplo;
• Irritação na boca e machucados na gengiva por atrito constante;
• Se houver os machucados citados acima, aumenta o risco de infecção, pois a boca do bebê favorece a entrada de bactérias na corrente sanguínea;

Se mesmo assim você quiser testar o colar de âmbar, existem alguns cuidados que precisam ser colocados em prática:
1. Não deixe o bebê sozinho com o colar;
2. Na hora de dormir, tire o acessório do pescoço bebê. Uma alternativa é colocar no tornozelo, com duas voltas;
3. Certifique-se que o fio do colar deve ter um nó entre cada pedrinha para evitar que o âmbar se espalhe caso quebre;
4. Verifique a dimensão do produto. O correto é ter entre 33 e 36 centímetros para não apertar;
5. Use colares com fecho de rosquear, pois são mais difíceis de abrir (pelo bebê);
 
Fonte: Blog Grão de Gente

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