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Presidente diz que Estado regularizou contas e Casep atende normalmente

Concórdia – A presidente da Associação Comunitária Renovação para a Família (ACRIF), Vânia Pedroso, confirmou nessa manhã ao jornalismo da Atual FM que o Governo do Estado cumpriu a decisão liminar da Justiça da Comarca de Concórdia e depositou o valor das parcelas em atraso no que diz respeito a manutenção dos atendimentos no CASEP em Fragosos. O montante caiu na conta a instituição nas últimas horas e as pendências todas foram regularizadas. De acordo com Vânia, o atendimento segue normal no CASEP em Fragosos.
A ACRIF estava desde outubro do ano passado sem receber o montante mensal para manter os atendimentos aos menores que cumprem medidas socioeducativas no CASEP de Concórdia.
Entenda o caso
A suspensão no repasse de recursos por parte do Governo do Estado ao Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (CASEP) poderá prejudicar o funcionamento da estrutura, segundo a informação repassada ao Ministério Público de Concórdia. A Associação Comunitária Renovação para a Família (ACRIF) teve o repasse suspenso nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro.
O valor não repassado gira em torno de R$ 370 mil, segundo os cálculos da Promotoria Pública que ingressou com uma ação civil pública contra o Governo do Estado. Em decisão liminar, o juiz André Milani, da Comarca de Concórdia, determinou que o Estado em poucos dias deposite o dinheiro em conta da ACRIF, responsável pela administração do CASEP de Concórdia, sob pena de bloqueio judicial.
Conforme os autos do processo, a situação no CASEP é crítica e os funcionários estão sem receber os salários, motivo pelo qual ameaçam paralisar a prestação dos serviços. Além disso, o CASEP encontra-se impossibilitado de suprir as necessidades elementares dos adolescentes internados, pois fornecedores se recusam a vender no prazo.
Os autos revelam ainda que até o sistema de internet foi suspenso por falta de pagamento. A situação é tão alarmante que a própria alimentação dos internos está sendo colocando em risco. Um funcionário relatou ao Ministério Público que “acredita que na próxima semana não haverá mais alimentação para os adolescentes, pois o supermercado está em atraso e não há em princípio, a possibilidade de compra de mais alimentos”.
O Estado em sua defesa alegou que a ACRIF não presta conta dos serviços e, por isso, teria suspendido o repasse do dinheiro à entidade que administra o CASEP.

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